Palestrantes
Maria Lúcia Barros Puppo
Maria Lúcia de Souza Barros Puppo é professora titular do Departamento de Artes Cênicas na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Atua particularmente na formação de professores de teatro e orienta pesquisas de mestrado e doutorado no campo da pedagogia teatral. Sua experiência profissional abrange a coordenação de processos teatrais com crianças, jovens e adultos no âmbito de escolas e oficinas em diferentes contextos e cidades do Brasil. É doutora pela Universidade de Paris e desenvolveu múltiplas atividades naquele país, como docente e membro de grupos de pesquisa. Faz parte de seu percurso uma estadia no Marrocos, origem de Entre o Mediterrâneo e o Atlântico, uma aventura teatral, publicado pela Editora Perspectiva. Publicou também pela mesma editora, No reino da desigualdade: Teatro Infantil em São Paulo nos anos setenta, além de vários artigos especializados na área.
Luiz Marfuz
Diretor Teatral, Arte-educador, Mestre em Comunicação e Culturas Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia -UFBA, Doutorando em Artes Cênicas pela UFBA, Professor da Escola de Teatro da UFBA nos cursos de Direção, Interpretação e Licenciatura em Artes Cênicas; Bacharel em Comunicação e em Administração de Empresas pela UFBA, Dramaturgo, Consultor em Planejamento Estratégico e Desenvolvimento de Grupos; co-autor e diretor do espetáculo e projeto pedagógico Cuida Bem de Mim (há 11 anos em cartaz); implantou o programa educacional Arte, Talento e Cidadania no Liceu de Artes e Ofícios da Bahia.
Paulo Azevedo
Fundador e integrante do Grupo Espanca!. É parceiro da Benvinda Cia. de Dança desde 2002. Integrou o Oficinão Galpão Cine Horto e trabalhou com diretores reconhecidos na cena teatral, como Chico Pelúcio, Ione de Medeiros, Yara de Novaes, Rita Clemente, Luiz Carlos Garrocho e Mônica Ribeiro. Integrou como dramaturgo duas edições do Projeto Cena 3x4, sob a orientação de Luis Alberto Abreu e Antônio Araújo. Na TV, foi apresentador, editor e produtor do Programa cultural diário "Agenda" (exibida há 20 anos pela Rede Minas).
Dora Isabel do Araújo Andrade
Coreógrafa, iniciou seus estudos de Dança em Fortaleza, onde fundou uma escola e criou um grupo semi-profissional que levava seu nome, após alguns anos ampliou sua atuação para o interior do Estado: Quixadá e Sobral. Em 1981, deixa o país para ingressar como aluna no American School of Russian Classical Ballet e no Minnesota Dance Theatre School, nos Estados Unidos. Também estudou com o mestre Peter Góes em Paris.
Retorna ao Brasil em 1986. Dando continuidade ao seu trabalho como coreógrafa, monta os espetáculos de temática social: Negro, Iniciação, Elementais, As Mães da Praça de Maio e Brejeiro. Com estes balés recebe vários prêmios em Festivais Nacionais além de levar a companhia a excursionar por Porto, Lisboa e Tondela, em Portugal.
Dora Andrade idealizou em 1991 e dirige a Escola de Dança e Integração Social para Criança e Adolescente – EDISCA, instituição que tem como missão promover o desenvolvimento humano de crianças e adolescentes visando formar cidadãos sensíveis, criativos e éticos através de uma pedagogia transformadora com centralidade na arte.
Em reconhecimento ao seu trabalho na EDISCA, Dora Andrade foi contemplada como bolsista da ASHOKA e da MacArthur Foundation, e líder social AVINA, além de ser agraciada com os seguintes prêmios:
Jefferson Miranda
Diretor da CIA TEATRO AUTÔNOMO, com a qual realizou os espetáculos Sísifo, Mann na praia, Minh’alma é imortal, 7x²=y – uma parábola que passa pela origem, A noite de todas as ceias, uma coisa que não tem nome (e que se perdeu), Um bando chamado desejo, deve haver algum sentido em mim que basta e agora nada é mais uma coisa só; para os quais criou também os figurinos. Realizou o projeto gráfico do livro Cia Teatro Autônomo e a cenografia de deve haver algum sentido em mim que basta (Prêmio Shell/RJ – 2004, Prêmio APCA de Melhor Espetáculo-2005) e agora nada é mais uma coisa só .Ministrou oficinas para atores em São Paulo, em 1997, dentro do projeto “Buscas, Rupturas e Transgressões”; no Rio de Janeiro, por ocasião da temporada de estréia de uma coisa que não tem nome (e que se perdeu), em 2004; conjuntamente ao espetáculo e agora nada é mais uma coisa só, nas Lonas Culturais do Rio de Janeiro, a partir do projeto de Fundo de Apóio ao Teatro; em cidades como Brasília, no Distrito Federal; Paranaguá, Ponta Grossa, Guarapuava, Jacarezinho, Toledo, Umuarama, Paranavaí, no Paraná; Crato, no Ceará; Arco Verde, em Pernambuco; dentro do projeto Palco Giratório, do SESC. Além disso, foi responsável pela montagem final do curso de formação de atores da Casa de Artes de Laranjeiras, nos dois semestres de 2006, com os espetáculos , mas a vida é boa, inspirado na obra de Fellini e Os Selvagens, de Anton Tcheckok; em 2004, pelo módulo “O Ator e o Drama”, no curso de formação de atores da UniverCidade e, atualmente, por uma de suas montagens finais.
Ney Wendell Cunha Oliveira
Ney Wendell é mestrando em Artes Cênicas pelo Programa de Pós-graduação em Artes Cênicas da UFBA, graduado em Licenciatura em Teatro pela UFBA, diretor teatral, gestor de projetos sociais e arte-educador. Professor da Escola de Teatro da UFBA, de Arte e Educação na UNEB, de Teatro Terapêutico na pós-graduação em Arteterapia no Instituto Junguiano da Bahia e da Especialização em Gerontologia pela FBDC. Desenvolve como educador de teatro trabalhos com idosos no Sesc, formação de professores em ONGs e espetáculos teatrais com pacientes do hospital de câncer Aristides Maltez-Ba. Atua como coordenador geral do Projeto Teatral Cuida Bem de Mim na ONG Liceu de Artes e Ofícios da Bahia.
Marcos Bulhões é
É
autor dos livros Introdução à Interpretação Teatral e Encenação em Jogo. Desde 1982 vem experimentando diferentes processos colaborativos de criação da cena, seja como diretor ou ator, incluindo a assistência de direção de Apocalipse 1,11 no Teatro da Vertigem. Doutor em Artes Cênicas pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, estudou dramaturgia no Institut del Teatre de Barcelona. Atuou como professor no ensino escolar durante 15 anos, e coordena o Laboratório de Encenação do Departamento de Artes da UFRN.
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